Código
P25
Área Técnica
Epidemiologia
Instituição onde foi realizado o trabalho
- Principal: Universidade Municipal de São Caetano do Sul
Autores
- MYLLENA STEFANY GUILHEN SANTOS (Interesse Comercial: NÃO)
- BÁRBARA OKABAIASSE LUIZETI (Interesse Comercial: NÃO)
- DIEGO RICARDO HOSHINO RUIZ (Interesse Comercial: NÃO)
- EDUARDA TANUS STEFANI (Interesse Comercial: NÃO)
- MICHELE XAVIER ORLANDIN (Interesse Comercial: NÃO)
- YASMIN MONTEIRO DE SÁ (Interesse Comercial: NÃO)
Título
PERFIL EPIDEMIOLOGICO DAS NEOPLASIAS MALIGNAS DO OLHO E ANEXOS NO BRASIL: UM ESTUDO DESCRITIVO
Objetivo
Descrever o perfil epidemiológico das neoplasias malignas dos olhos e anexos no Brasil entre 2013 e 2021 de acordo com variáveis pré-determinadas.
Método
Estudo descritivo com base em dados públicos disponíveis no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Os dados foram coletados segundo informações epidemiológicas acerca das neoplasias malignas dos olhos e anexos, de acordo com a unidade da federação de residência, sexo, idade, ano do diagnóstico, modalidade terapêutica, estadiamento, tempo do tratamento e mortalidade dos pacientes.
Resultado
Nesse período, observou-se um aumento nas notificações de casos de neoplasias malignas dos olhos e anexos ao longo dos anos, totalizando 3.334 casos. O número total de casos e de mortalidade de 2021 não estavam completos. As regiões com maiores índices de neoplasias oculares são sudeste e nordeste. O sexo masculino tem a maior taxa em todas as regiões (56,7%) e a faixa etária a partir dos 55 anos representa a maioria dos casos, totalizando (40,4%). O tratamento mais utilizado foi a cirurgia, sendo a maioria tratada em menos de 30 dias. Sobre o estadiamento, o estágio 0 apresentou maior número de casos. Acerca dos óbitos, a amostra entre 2013 e 2020 foi de 1.476 casos, representando 44,2% do total de casos notificados, e evidenciou um número elevado de mortes em pacientes do sexo masculino (58,5%), acima de 50 anos (73,5%) e em brancos (58,5%).
Conclusão
O perfil analisado dos pacientes com neoplasias malignas dos olhos e anexos no Brasil foi similar àqueles observados em estudos nacionais e internacionais, mas as limitações em relação às notificações dos casos no país dificultaram a análise fidedigna do perfil epidemiológico desses pacientes. Identificou-se a relação dos casos com a falta de acesso da população a serviços especializados, baixa orientação sobre a importância de consultas oftalmológicas de rotina, influência de erros de mutações genéticas, maior concentração da população e de centros de diagnósticos de neoplasias de olhos.